Pesquisa Gerp mostra Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados para 2026

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Novo levantamento divulgado em julho aponta empate técnico no primeiro e no segundo turno da corrida presidencial.

A menos de três meses do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 4 de outubro, a corrida pelo Palácio do Planalto segue indefinida segundo os institutos de pesquisa. O mais recente levantamento divulgado pela Gerp, realizado entre os dias 15 e 17 de julho de 2026 com 2 mil eleitores ouvidos em todo o país, mostra Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) empatados numericamente com 38% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. A margem de erro da pesquisa é de 2,19 pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico entre os dois nomes mais bem colocados. O resultado reforça a pergunta que mais interessa ao eleitor neste momento: existe, de fato, um favorito nesta disputa, ou o cenário seguirá indefinido até a reta final da campanha?

Como ficou o retrato da disputa presidencial em julho

No cenário espontâneo da pesquisa Gerp, quando os entrevistados não recebem uma lista de nomes e precisam responder livremente em quem votariam, Flávio Bolsonaro aparece com 32% e Lula com 31%, uma diferença dentro da margem de erro. Chama atenção o alto índice de indecisos nesse formato, que soma 29%, sinal de que parte considerável do eleitorado ainda não formou uma opinião consolidada sobre a disputa presidencial.

Já no cenário estimulado, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados, o empate entre os dois principais postulantes se confirma com folga: 38% a 38%. Atrás deles aparecem Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), cada um somando 3% das intenções de voto, seguidos por outros nomes com percentuais residuais.

A pesquisa também simulou quatro cenários de segundo turno, todos com a presença de Lula. Contra Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 45% ante 46% do senador, uma diferença de apenas 1 ponto percentual que também configura empate técnico. Nos confrontos simulados com Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos, Lula apareceria à frente com vantagens que variam de 4 a 10 pontos, todos ainda dentro de faixas consideradas competitivas.

O que os números de rejeição revelam sobre a polarização

Outro dado relevante do levantamento é o índice de rejeição: tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro aparecem como os nomes que mais eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum, com 47% e 46%, respectivamente. Esse número evidencia a polarização que já marca esta eleição mesmo antes do início oficial da campanha, e sugere que boa parte do eleitorado já tomou posição contrária a um dos dois principais nomes.

O empate técnico entre os dois candidatos não é uma novidade isolada da pesquisa Gerp. Outros institutos que realizaram levantamentos em julho de 2026, como PoderData, Genial/Quaest, Futura Inteligência e Indexa, também registraram cenários de disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, ainda que com variações pontuais dependendo da metodologia e da data de campo de cada pesquisa.

Essa consistência entre diferentes institutos sugere que o quadro de indefinição reflete um momento real da opinião pública, e não uma distorção pontual de um único levantamento. Isso reforça a importância de o eleitor acompanhar não apenas uma pesquisa isolada, mas a tendência que se forma quando vários institutos, com metodologias distintas, chegam a conclusões parecidas.

Fatores que ajudam a explicar o cenário de indefinição

Parte da explicação para esse cenário está na dinâmica eleitoral em formação. Com o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, o campo à direita segue em processo de consolidação em torno de uma candidatura única, e o nome do senador Flávio Bolsonaro desponta como o mais competitivo dentro desse grupo. Do lado do governo, Lula já sinaliza os primeiros movimentos de campanha, incluindo a escolha do local de lançamento de sua candidatura à reeleição.

Vale reforçar que pesquisas eleitorais são fotografias de um momento específico, sujeitas a variações conforme o cenário econômico e político evolui, e não devem ser lidas como previsão fechada do resultado nas urnas. Com o primeiro turno previsto para outubro e o eventual segundo turno marcado para 25 de outubro, a expectativa é que o ritmo de divulgação de pesquisas se intensifique nos próximos meses, à medida que as convenções partidárias definem oficialmente os nomes que disputarão a eleição.

Até lá, o empate técnico registrado por diferentes institutos indica que o eleitor brasileiro segue dividido, e que fatores como desempenho econômico, alianças partidárias e o desempenho nos debates televisivos podem ser decisivos para inclinar a balança em qualquer direção.

Fontes:
Gazeta do Povo: Gerp divulga nova pesquisa para presidente
Gazeta do Povo: Pesquisa Genial/Quaest para presidente
Gazeta do Povo: Números da pesquisa PoderData para presidente

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